E eu que só queria reintegrar os pedaços do meu coração, descobri que ele poderia se quebrar em pedaços ainda menores. Estou fragmentado e o que me uni são os meus sonhos. Sem eles eu nada mais sou do que um quebra cabeça sem referencia com as peças espalhadas pela mesa. Remontar eu mesmo pode levar tempo e exige paciência dos que se habilitam a vivenciar este jogo. Porque talvez falte em mim algumas peças que vieram de fábrica, como a ingenuidade e a esperança por exemplo... Mas a vida sempre nos dá peças novas, não é mesmo? E é preciso estar atento para isso, atento para o novo, para essas coisas que passam e não voltam mais. Pois o nosso maior desafio não é completar a imagem igual a original (aquela da contra capa do jogo), e sim conseguir ser original com as peças que as vida nos dá.
Inspirado na frase de Charles Dubois: “O importante é termos a capacidade de sacrificar aquilo que somos para ser aquilo que podemos ser.”
Luan Emilio Faustino 28/05/2011






