sábado, 9 de julho de 2011
Em Meu Quarto
Hoje os pássaros não cantaram
Está frio e solitário
Neste quarto de lembranças
Meu inteiro é outro quarto.
Dividido, separado,
Sem a chama que me aquece
Sou a dose homeopática
Que o meu eu não reconhece
Estou fraco, estou cansado.
Estou indo, estou parado.
Estou certo e mais errado
Estou sem você ao meu lado.
E o que tenho ao meu lado?
O vazio imensurável?
Pode ser que tudo mude...
Pode ser que seja tarde...
Luan Emilio Faustino 02/06/07 13:09hs
domingo, 3 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Quando eu não tiver mais nada para dizer
É essa minha carência seletiva que me afasta de tudo e todos. Pudera eu ser apenas carente, carente e nada mais. Sem preferências, escolhas ou distinções. Simplesmente gostar de quem gosta de mim. Mas o que eu posso fazer se o meu coração é burro, se ele não bate, só apanha? Me diga, o que devo fazer se ele esta cansado e com preguiça de sentir? Eu procurei respostas, eu procurei pessoas e tudo o que eu encontrei nesse labirinto sem saída me fez sentir ainda mais perdido. Hoje eu já não procuro um alguém, busco apenas um sentimento. Singelo, puro, verdadeiro. Desses que a gente não consegue esconder, nem controlar, nem desmentir. Eu quero um sentimento que fale por mim quando eu não tiver mais nada para dizer. E até encontra-lo, eu permanecerei aqui, sozinho, com a mesma convicção de antes, porque enquanto houverem sonhos para serem sonhados, lugares para serem descobertos e sorrisos a serem despertados, haverá esperança.
“Que me desculpem os pessimistas de plantão, mas eu não consigo compartilhar dessa falta de esperança no amanhã".
Luan Emilio Faustino 01/07/2011 23:10h
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Inverno
É quando o tempo esfria
E o inverno se tece
Que as pessoas se cobrem
E os casais se aquecem
O guarda-roupa intocável
Agora é vislumbrado
Pelos olhares perdidos
Em busca de um agasalho
E na memória as lembranças
Das caminhadas geladas
Em direção a escola
Que a tanto não era lembrada
No vidro do ônibus que embaça
Uma carinha é pintada
Por um dedinho miúdo
De uma criança engraçada.
Em casa a sopa da mãe
Na sala o filme começa
No bule o chá não esfria
Lá fora a noite tem pressa.
É quando o tempo esfria
Que as conversas esquentam
Que o sorriso é tremido
E os beijos não mais sustentam.
É quando o beijo é roubado
É quando nada é explicito
É quando o vinho é tomado
É quando amor é bem-vindo
É quando o tempo esfria
E sua pele arrepia
Que a emoção toca alma
Com o toque de luva fina.
Luan Emilio Faustino
E o inverno se tece
Que as pessoas se cobrem
E os casais se aquecem
O guarda-roupa intocável
Agora é vislumbrado
Pelos olhares perdidos
Em busca de um agasalho
E na memória as lembranças
Das caminhadas geladas
Em direção a escola
Que a tanto não era lembrada
No vidro do ônibus que embaça
Uma carinha é pintada
Por um dedinho miúdo
De uma criança engraçada.
Em casa a sopa da mãe
Na sala o filme começa
No bule o chá não esfria
Lá fora a noite tem pressa.
É quando o tempo esfria
Que as conversas esquentam
Que o sorriso é tremido
E os beijos não mais sustentam.
É quando o beijo é roubado
É quando nada é explicito
É quando o vinho é tomado
É quando amor é bem-vindo
É quando o tempo esfria
E sua pele arrepia
Que a emoção toca alma
Com o toque de luva fina.
Luan Emilio Faustino
terça-feira, 21 de junho de 2011
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