terça-feira, 12 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Manual da completa inabilidade
Chega um dia que a gente cansa desses “pra sempre” que duram apenas algumas semanas e desses “eu te amo” que já não dizem nada. Chega uma hora que tudo que a gente quer é poder gostar sem compromisso, sem projeções, sem restrições. Gostar de uma forma que não nos machuque e nem machuque os outros, pois já não temos mais o mesmo coração intacto de antes, estamos feridos, sangrando, com medo. Estamos tentando gostar da maneira mais segura, como se houvesse um limite invisível que ao se aproximar o nosso coração/cérebro (eu nunca sei quem é que fala nessas horas) nos dissesse: “Até aqui você pode gostar sem sofrer, dalí em diante é por sua conta em risco”. Ahhh... Quantas e quantas vezes respeitei essa tal barreira e fiquei parado quando tudo o que eu queria era poder superá-la. Quantas e quantas vezes eu rompi com a mesma barreira pela pessoa errada... Eu não sei, eu realmente não sei porque a gente complica tanto o que deveria ser simples. Às vezes tenho a impressão que eu peguei um desses manuais de como estragar tudo e o li em algum momento de minha vida. Como se o meu subconsciente seguisse categoricamente cada passo, cada ensinamento. A verdade é que eu não sou muito bom em lidar comigo mesmo, eu sou desajeitado e tropeço em meus próprios pensamentos e por vezes piso em sentimentos que eu nem sabia que estavam ali. De qualquer forma, prefiro lidar com essa minha inabilidade do que arriscar ficar aos cuidados da negligência dos outros. Claro que vez ou outra eu terei que abrir mão desse meu exclusivismo e deixar que outras pessoa além de mim me decepcionem. Afinal de contas, de que outra forma eu conseguirei abrir espaço para o novo, senão for arriscando de vez em quando um pouco dos meus sentimentos para os terrenos além de mim? Eu preciso mesmo é esquecer as fórmulas, atear fogo nos manuais, e me permitir renascer das cinzas. Eu preciso romper com as barreiras visíveis e invisíveis que se sobrepõem no meu caminho. Eu preciso de tanta, tanta, tanta coisa... Mas o essencial eu sei que tenho bem aqui comigo, aqui, onde ninguém pode tirar, onde o amor não é banalizado, onde o pra sempre ainda existe. Aqui, onde o sangue corre e pulsa em esperança, onde a perspectiva do amanhã me faz sorrir e as lágrimas do meu passado se evaporam, transformando-se em chuva, a chuva que limpa e toca a minha alma.
Luan Emilio Faustino 10/07/2011 – 15:15h
sábado, 9 de julho de 2011
Em Meu Quarto
Hoje os pássaros não cantaram
Está frio e solitário
Neste quarto de lembranças
Meu inteiro é outro quarto.
Dividido, separado,
Sem a chama que me aquece
Sou a dose homeopática
Que o meu eu não reconhece
Estou fraco, estou cansado.
Estou indo, estou parado.
Estou certo e mais errado
Estou sem você ao meu lado.
E o que tenho ao meu lado?
O vazio imensurável?
Pode ser que tudo mude...
Pode ser que seja tarde...
Luan Emilio Faustino 02/06/07 13:09hs
domingo, 3 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Quando eu não tiver mais nada para dizer
É essa minha carência seletiva que me afasta de tudo e todos. Pudera eu ser apenas carente, carente e nada mais. Sem preferências, escolhas ou distinções. Simplesmente gostar de quem gosta de mim. Mas o que eu posso fazer se o meu coração é burro, se ele não bate, só apanha? Me diga, o que devo fazer se ele esta cansado e com preguiça de sentir? Eu procurei respostas, eu procurei pessoas e tudo o que eu encontrei nesse labirinto sem saída me fez sentir ainda mais perdido. Hoje eu já não procuro um alguém, busco apenas um sentimento. Singelo, puro, verdadeiro. Desses que a gente não consegue esconder, nem controlar, nem desmentir. Eu quero um sentimento que fale por mim quando eu não tiver mais nada para dizer. E até encontra-lo, eu permanecerei aqui, sozinho, com a mesma convicção de antes, porque enquanto houverem sonhos para serem sonhados, lugares para serem descobertos e sorrisos a serem despertados, haverá esperança.
“Que me desculpem os pessimistas de plantão, mas eu não consigo compartilhar dessa falta de esperança no amanhã".
Luan Emilio Faustino 01/07/2011 23:10h
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