domingo, 4 de setembro de 2011

Control C Control V

São tantas frases copiadas, opiniões recicladas que fica difícil saber quem é quem nas redes sociais. As pessoas se apropriam da linha de raciocínio de poetas mortos, das frases de efeito de personalidades e se esquecem de desenvolver a própria identidade e opinião. Elas se esquecem de tantas coisas... De dar o crédito aos autores, de dar voz aos seus pensamentos, de desenvolver o senso crítico. Elas utilizam as frases de outros autores como um verdadeiro escudo para poder expressar a sua própria opinião, com a vantagem de não precisar se comprometer com as palavras, afinal, se alguém se queixar, basta dizer: “mas não fui eu quem escreveu isso, foi o Fernando Pessoa”. Como se Fernando Pessoa não escrevesse as suas abobrinhas de vez em quando, como se você próprio não pudesse escrever algo realmente genial. Ninguém é tão bom que não possa ser contestado e nem tão ruim ao ponto de não poder acrescentar algo com a sua singularidade. Eu não sei, sinceramente eu não sei o porque que as pessoas se limitam em reproduzir, quando poderiam muito bem estar criando, elas copiam daqui, recortam dali e no fim, acabam se tornando verdadeiros Frankenstein da era digital. Elas se tornam um misto de modernismo, surrealismo e romantismo que remete a tudo, menos ao realismo. É um faz de conta que todo mundo faz que acredita, mas que acaba logo após o computador exibir os dizeres “O seu computador esta sendo desligado”.  Afinal, quem nos dias de hoje se arrisca a dizer que é original ou criativo longe da barra de busca do Google? As pessoas se acostumaram com as frases prontas, mastigadas e previamente editadas para classificar suas emoções, se acostumaram a deixar com que outros falem por elas, mas.... E se o que você sente for único? E se ninguém ainda escreveu o que você gostaria de dizer? Será que você conseguiria colocar em palavras aquilo que você pensa, sente e quer?  Ou será que você já estará enferrujado  e passará horas e horas na internet buscando um autor que fale por você? Eu sei que nem todos nascem com o dom da escrita, mas também sei que qualquer ser humano saudável é capaz de desenvolver a sua própria opinião. Algumas frases e pensamentos merecem ser divulgadas, retuitadas e passadas pra frente, mas por favor, não se esqueçam da opinião de vocês, eu tenho certeza que Cecilia, Caio, Clarice, Drummond e outros ficariam muito felizes em receber vocês ao clube dos que na vida não tiveram medo de brigar com as palavras e dizer o que se pensa. Não deixe que a sua personalidade se limite a um Control C Control V. 


Luan Emilio Faustino 03/09/2011 22:28h

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A minha melhor companhia




Depois de tanta decepção, a impressão que tenho é que de tanto tentar racionalizar as coisas, eu consegui aquilo que no fundo eu nunca quis: perder a capacidade de confiar nas pessoas e de me entregar aos sentimentos. Eu sei que não se deve generalizar, mas vejo tanta falsidade, futilidade e tantas pessoas que só pensam na própria felicidade, que eu tenho medo. De verdade, eu tenho medo de expor o que tenho de mais belo aqui dentro e perder aquele ultimo suspiro dos sonhadores que ainda existe mim. Pois eu não quero me igualar aos demais, ceder ao peso da maioria, eu não quero me tornar a imagem de tudo aquilo que desprezo e que me mete medo. Não... Eu não vou mudar por conveniência, pra me sentir normal ou me enquadrar em algo que me faça sentir menos vulnerável, mas também não quero me tornar frio pelo simples fato de temer o fogo dos que queimam sem pensar. E embora eu não queira me acostumar com a solidão, eu devo confessar que nos últimos tempos eu tenho sido ainda que a contra gosto a minha melhor companhia. 


"E como é bom poder conhecer melhor aquele que um dia irei apresentar aos outros, aquele que mesmo após tantas decepções não desistiu da missão de ser ele mesmo".


Luan Emilio Faustino 29/08/11 

domingo, 21 de agosto de 2011

A Dificuldade esta no fato de não achar fácil


Tão difícil como decidir quando parar
Tão difícil como saber em quem confiar
Hoje vejo que o difícil é começar
Escolher, mudar, arriscar,
O novo nos assusta, o velho nos conforta.
Mas é a dúvida que dilacera
Que atrofia nossos atos
Que nos faz refém de nosso próprio medo
Se tivéssemos apenas um caminho
Não haveria renuncias
Não haveria conquistas
Haveria apenas a certeza, a certeza que tantos buscam.
A certeza que tantos se perdem ao encontrar.
Hoje vivo a certeza dos que nada sabem
A certeza de que nada é eterno
E também tenho a certeza, a feliz certeza
Que a minha felicidade depende só de mim.
Pensamentos virão,
Sonhos também...
Mas nada e nem ninguém me fará
Viver um só segundo no meio termo
Porque eu não quero ser meio feliz
E também não quero ser meio triste
Eu quero ser intenso e correr o risco de acertar
A lógica exata não se aplica para os que amam,
Para os que sentem...
O amor é ridículo, as pessoas também...
Mas o que isso importa, quando se esta feliz?
O que mais importa no mundo,
Quando se tem um momento perfeito?
É... O amor é ridículo, egoísta e às vezes burro,
Mas quem se arriscaria a viver sem ele?
Quem se arriscaria a sua felicidade para fazer os outros felizes?
Os altruístas talvez, mas os que amam de verdade jamais.
Diferentemente dos que podem escolher
Para os que amam não há escolha, não há volta
Apenas há tempo, o tempo abstrato que nunca lhe dá a hora certa.
O tempo chato que não passa,
O tempo sábio que mata seus discípulos.
A dificuldade esta no simples fato de não achar fácil.
A simplicidade do amor é o que torna nossas escolhas complexas,
E não o oposto.
“As pessoas são treinadas para resolverem cálculos complexos para o vestibular, mas ainda não aprenderam a resolver a continha de 1 + 1 do amor.”
Luan Emilio Faustino 18 de abril de 2007 - 12:42hs.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

E se...


Ás vezes me pego imaginando quantas e quantas pessoas não deixam de viver uma história, pelo simples fato de não tentarem. Elas ficam nesse "e se eu não for correspondido?", "e se eu sofrer ao fim de tudo?", "e se não for o que eu pensava?". E se... e se... e se... e se... Chega a ser irritante ver como elas conseguem confundir com tanta facilidade a prudência com a falta de coragem. Sim... Porque ainda que elas não assumam, existe um medo por de trás de casa “e se”. Mas elas não querem enxergar isso, elas preferem se apegar a um falso autruísmo que as isolam com aquele argumento gasto e bastante conhecido: “é que eu não quero fazer ninguém sofrer”, elas dizem isso como se quisessem proteger os outros de si mesmas, quando na verdade estão tentando se proteger de uma nova decepção. Eu não sei vocês, mas eu não conseguiria viver com a dúvida de um “e se”. Prefiro um "Não" concreto do que um talvez que dificilmente irá se defirnir em um "Sim" ou um "Não". As pessoas tem tanto medo de chegarem a um ponto final que se submetem a viver uma vida inteira reféns das reticências. Mas... E se não houver um depois? E se toda a sua vida dependesse do agora? E se você for o único obstáculo que te separa da sua própria felicidade? E se.. E se... E se...


"Eu prefiro quebrar a cara com os "nãos" da vida, do que me perder nas reticências dos "e se..." que a gente cria e que nunca chegam a ser um "sim" ou um "não".  


Luan Emílio Faustino 15/08/1022  17:10h