quarta-feira, 30 de março de 2011

Frases Soltas

"Tratam pessoas como objetos e objetos como pessoas. Esta tudo invertido ou existe uma nova ordem na qual eu simplesmente não me encaixo." Luan Emilio Faustino

Resgate




Havia um mundo a ser conquistado.
Eram metas, planos, mas nunca sonhos.
Na corrida da busca desnecessária
Deixei para trás aquilo que me impulsionava...
Sonhos... Nos fazem falta, ainda que nos façam mal.
E quando o vazio ocupa cada espaço existente,
Percebo que sonhar o impossível é melhor que nada sonhar.
Com lanterna nas mãos e bússola apontando o Norte, sigo...
Talvez encontre pelo caminho um pouco mais do que quimeras.
Então, me privo de certezas, me encho de esperanças.
E adentro neste faz-de-conta que nunca acontece.
Por um instante, o medo se ausenta e me vejo arriscar!
É o momento que sempre esperei.
Das coisas que ficaram esparramadas pelo caminho,
Acredito que pouco conseguirei recuperar...
Mas os sonhos e a possibilidade de ser efetivamente feliz...
Destes eu nunca desisti.
Se alguém perguntar por mim, diga que parti.
E onde os sonhos se fizerem presentes, eu estarei lá!

Luan Emilio Faustino 19/10/09 23:14

segunda-feira, 28 de março de 2011

Frases Soltas

"E não me digas que nunca disse que te amo, não é minha culpa que tu não saibas ler olhares." Luan Emilio Faustino

domingo, 27 de março de 2011

Resta um


A vida não é um jogo de palavras cruzadas onde tudo se encaixa e encontramos facilmente as respostas no rodapé da página. A vida esta mais para um jogo de resta um, onde sempre falta algo, onde a ausência é indispensável. Existem muitas ausências que tentamos preencher e outras tantas que ainda iremos descobrir. Sentir-se completo é bom, mas são as nossas ausências que nos fazem seguir em frente.  É preciso deixar espaço para o novo, porque sempre resta algo bom para aprender, algo único a ser sentido, algo belo para ser lembrado. Aos que não se acomodaram com as voltas do mundo, sempre RESTA UM sorriso novo a ser descoberto.
Luan Emilio Faustino 27/03/2011 – 19:37h

Frases Soltas

"Escrevo porque preciso ler meus pensamentos, torna-los públicos é mera consequência dos sentimentos que cresceram para além de mim. Não me levem a mal, mas estes versos, estas palavras, não buscam causar empatia ou aprovação. Eles nem se quer sabem o que buscam, eles apenas precisam existir." Luan Emilio Faustino 

sábado, 26 de março de 2011

O que sobrou...



Resta-me o silêncio que te cala,
As lembranças que me cabem
Resta-me a paciência: o dom herdado
Os bilhetes não rasgados
Que nunca mais foram tocados
Resta-me o tudo e o nada
As fotos amareladas
O teu passado me pertence
E o meu presente é teu de graça
Restam-me os sonhos não vividos
Os filmes nunca vistos
E nos desejos secretos
Resta-me o risco.
Do imaculado ao corrompido
Resta-me a integridade
A questionável sanidade
Que faz olhares desdenharem
Quando me dou a liberdade
Restam-me assim os velhos hábitos
Segredos em meu diário
Os planos imaginários
Que não serão compartilhados.
Resta-me a eterna fuga
Da busca do inalcançável
Da guerra que eu nunca entrei
Voltei sem os meus soldados.
Resta-me por fim: a ilusão
Que distorce a visão
Desse eterno temer
Do que foge a razão.

Luan Emilio Faustino – 19/04/09

sexta-feira, 25 de março de 2011

Frases Soltas

"Negar, mentir, acreditar em sua mentira, esquecer, desistir, aceitar o fim, encarar os fatos, seguir em frente, se permitir. Eu já até decorei o percurso que faço toda vez que você me toma em pensamentos. Mas é claro que já faz muito tempo que isso não acontece...” Luan Emilio Faustino

terça-feira, 22 de março de 2011

Não dá


E se não houvesse tanto medo em ser feliz, talvez a lágrima de hoje pudesse ser a risada de amanhã e de depois de amanhã. E a risada de ontem também, ja que eu não sorri porque estava ocupado demais em minha tentativa frustrada de evitar as lágrimas que a essa altura ja rolaram. Foi tudo em vão, minhas tentativas de fuga, minha indiferença, meu medo. E eu tive tanto medo...  Medo de olhar em seus olhos e constatar que eu não era visto da mesma forma como eu te via. Eu tive medo da rejeição e por assim temer eu rejeitava a ideia de ser feliz. Fiquei ali, naquele meio termo aonde eu não era feliz e nem triste, em uma espécie de contrele automático que ignorava qualquer manifestação de carência e afins . Eram muitos riscos, poucas garantias, como se algo no meu eu interior dissesse:  “você não merece essa felicidade, é demais pra você”. E o pior é que eu ouvi essa voz, eu ouvi,  me calei e só depois , bemmm depois eu descobri que o que falava insistentemente na minha cabeça era a insegurança. Aquela mesma insegurança que me fez parecer distante, frio, mas acredite: você nunca me passou despercebida. E eu bem que tentei adequar os meus olhos para a nossa realidade, mas eles tem uma forma toda própria de te ver. O que eu posso fazer frente a essa situação de inadequação do meu olhar? Fingir que não vejo? Fechar meus olhos?  Desculpa, eu já tentei, não dá.

Luan Emilio Faustino  23/03/2011 – 00:11h

@L_emiletes



http://twitter.com/L_emiletes

domingo, 20 de março de 2011

Abismo



E por favor, corta essa de: "você não sabe amar". Não se aprende a amar, da mesma forma que se aprende a contar quantas laranjas João terá se perder 4 de suas 5 laranjas. O amor se manifesta ou não, simples assim. A forma como iremos lidar com ele pode variar, mas o momento em que ele irá surgir será sempre uma incógnita. O fato dele surgir em uma das partes, não implica que a outra tenha que necessáriamente desenvolver o mesmo sentimento. Até porque, o amor não se pega por osmose, ele não se clona e tampouco se cria em laboratório. Ele pode até ser multiplicado, dividido, alterado, mas isso ocorre de forma natural e o instrumento de mudança é o tempo. A nós seres humanos coube a dificil missão de não complicar o que é simples e de não preencher com lacunas o que ja esta vazio. As pessoas se esquecem que vazios somados resultam em abismo, e sem perceber elas se perdem uma nas outras, em uma busca desesperada por sentimento, quando na verdade elas deveriam se encontrar. Elas tateiam no escuro e ouvem apenas o eco de seus medos que repete impiedosamente: Quem é você?  Quem é você?  Quem é você?

Luan Emilio Faustino 20/03/2011 03:33h

sexta-feira, 18 de março de 2011

Frases Soltas

"É tão triste quando as pessoas saem da categoria "alguém" e passam a integrar a categoria "ninguém". Por que é triste constatar que aquilo que um dia foi importante, hoje já não representa nada." Luan Emilio Faustino

Procuram-se respostas

Que eu é esse que o todo representa
Que a mim nada acrescenta
Quem tu pensas enganar?
Que vida é essa, que não vive só lamenta.
Que reclama e não se atenta
Para as chances de mudar?
Quando seus olhos se fecharam para os sonhos
Escondidos nos escombros
Dos que sonham em não sonhar?
Quem te ensinou a seguir as melodias
Das mais tristes sinfonias
Dos piores carnavais?
Quem vai salvar o pequeno sentimento
Do vilão do esquecimento
Que o tempo foi criar?
Quem é você que se esconde da verdade
Não encara a realidade
Que é preciso se arriscar?
Você não sabe, mas também não quer saber.
Pois tem medo de perder
Tudo o que irá não ganhar...

Luan Emilio Faustino  13:20 15 de novembro de 2006

segunda-feira, 14 de março de 2011

Frases Soltas

"Não são as nossas diferenças que farão meus olhos deixarem de ver suas qualidades" Luan Emilio Faustino

domingo, 13 de março de 2011

Sorria :)


Hoje acordei com uma vontade de fazer alguém feliz, e quando eu falo alguém, eu quero dizer que não existe pessoa certa, nome cativo ou lugar reservado. Eu quero sair de casa e cruzar com pessoas que nunca vi e quebrar o gelo do silêncio dos pontos de ônibus e conseguir formular perguntas do tipo: “ola como vai você?” e estar realmente atento para as respostas que quase sempre se limitam a um: “ta tudo bem e você?” ( mesmo quando não estão). Hoje eu acordei menos egoísta e com uma vontade de ser útil para o mundo sem segundas intenções. Sabe quando a gente tem aquela vontade de fazer o bem e às vezes acaba deixando de fazer por medo de que os outros pensem que se trata de um plano maquiavélico para conseguir algo em troca? Então...  Hoje eu resolvi não me importar com o que pensarão dos meus atos. Serei apenas eu e os sorrisos que hei de conquistar. E eu preciso tanto conseguir este feito, preciso tanto ver alguém sorrir e ver que a felicidade não é algo distante. Quem sabe assim, desta forma despretensiosa eu consiga vencer o egocentrismo dos que vivem para serem felizes e concluir de uma vez por todas que o mundo não se limita a própria felicidade. Hoje eu quero me doar, quero ver nascer um sorriso, umzinho só, não precisa ser demorado, nem tão pouco forçado. Pode ser tímido, com a mão tampando, não importa. Hoje eu acordei realmente disposto a retribuir tudo àquilo que o mundo tem me proporcionado. E sorrirei ao léu sem o menor compromisso de ser retribuído, porque um sorriso a mais no mundo quando bem intencionado será sempre bem-vindo. Sempre!

Luan Emilio Faustino 13/03/2011  -  20:04h

sábado, 12 de março de 2011

Indicação - Prêmio Bloguerama- NEWS

Galera recebi esse comunicado:


Você e seu blog foram indicados a "melhor blog de literatura", "melhor blog de literatura", "melhor post de literatura", "aposta de blog" e " melhor iniciativa" pelo concurso 7 pecados. Mais informações: http://jumbleline.blogspot.com/2011/03/premio-bloguerama-news.html

Fiquei muito feliz com as indicações, é um grande estimulo para nos escritores ver que o nosso trabalho agrada e é reconhecido. A votação do Prêmio já começou e vai até o dia 18 de março. Se você gosta do blog e acha que ele merece ganhar algum desses prêmios, você pode votar via Twitter mandando um tweet pra @BlogJumbleLine e dizendo "eu voto no blog do Luan Emilio nas categorias em que ele foi indicado".  

Agradeço a todos que visitam o blog, comentam e divulgam ele para amigos e familiares. Sem vocês provavelmente o blog não teria sido indicado ao prêmio. >,< 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Frases Soltas

"A gente paga um preço alto por ter opinião. Sabe aquela frase: "De graça até injeção na testa"? Pois bem, comigo ela não funciona. Opinião por mais que venha de graça, eu prefiro ter a minha. Mesmo correndo o risco de ser do contra ou mal interpretado, vale à pena o risco de dizer o que se pensa e ser o que se é." Luan Emilio Faustino

domingo, 6 de março de 2011

Primeiros Passos


Não cabe a mim dizer: esta é a forma certa ou aquela é a forma errada de amar. Errado mesmo é não amar por medo de amar errado. A gente tenta acertar, tenta diminuir as chances de erros, tenta se preservar e acabamos errando por pensar demais no que na verdade deveria ser simplesmente sentido. E sabe qual é a pior parte disso tudo? É que a gente acredita que tem algum tipo de controle sobre o amor, mera ilusão... A gente tenta, tenta, tenta, tenta racionalizar o amor, mas ele sempre encontra uma forma de burlar as nossas armaduras e contrariar a lógica dos que um dia prometeram nunca mais amar. O amor, às vezes, parece aquelas crianças sapecas que a gente repreende após uma dessas molecagens achando que elas entenderam a lição, mas que cinco minutos depois já estão fazendo as mesmíssimas coisas. Só que o tempo do amor é diferente, até porque o amor não tem nenhum tipo de comprometimento com o tempo, ele transita entre o passado, presente e futuro de forma magistral, fazendo por vezes o passado ser presente nos corações daqueles que aprenderam a amar sozinho.
 Talvez o amor seja como uma criança mesmo: ingênuo, sincero, teimoso e desastrado. É isso mesmo! D-E-S-A-S-T-R-A-D-O, igual àquelas crianças que aprenderam a andar há pouco tempo e vivem quebrando as coisas e se quebrando também. É que elas precisam de apoio e nem sempre escolhem o apoio certo. Sabe como é, né? Elas não fazem isso por mal, elas estão apenas aprendendo. E talvez o amor seja isso mesmo: um eterno aprendiz. A gente acha que já fez uma longa caminhada, quando na verdade estamos dando os nossos primeiros passos. Porque cada experiência é única e assim deve ser vivida. O amor é esta criança fantasiada de sentimento que mesmo sem ter a menor noção de certo ou errado vai crescendo dentro da gente sem que a gente possa o conter.

"O que difere o amor das crianças, é que nós podemos educar as crianças. O amor é indomável".

Luan Emilio Faustino – 06/03/2011  - 23:53h

Frases Soltas

"Desculpa se minhas verdades te incomodam, mas eu não posso mentir só pra te fazer feliz. Eu não conseguiria mentir nem mesmo pela minha própria felicidade. Afinal, que sentido haveria viver uma felicidade baseada em uma mentira?" Luan Emilio Faustino

sábado, 5 de março de 2011

Anestesia


É tão estranho quando você deixa de sentir, é estranho porque você não sabe ao certo em que momento o sentimento deixou de existir. Afinal sentimentos não são como molhos de chave que você perde e tempos depois se da falta. Estamos falando de SENTIMENTOS, ou melhor dizendo, estamos falando sobre a ausência do sentir. E é tudo tão incerto... Porque você não sabe se os sentimentos foram pra nunca mais, ou se eles irão voltar em uma dessas recaídas. Porque mesmo se fazendo de forte, no fundo existe em você o medo que ele retorne ainda mais avassalador. Te aprisionando em pensamentos e interferindo em cada ato seu, até os mais banais. Depois de tanto tempo vivendo algo que aparentemente morreu, você percebe que independentemente dele ser ou não correspondido, ele fazia parte de você. Ele era a sua melhor referência e perdê-lo assim tão de repente, é no mínimo complicado para aqueles que se acostumaram em viver a unilateralidade dos sentimentos. E quando menos se espera, você esta livre, livre para sentir novamente, livre para sorrir, ser correspondido e é claro, você também estará livre para quebrar a cara mais uma vez. E ainda que seja doloroso e denote um certo grau de sadomasoquismo você prefere quebrar a cara, você quer arriscar, você quer se permitir, você quer SENTIR. Porque é este sentir, mesmo que dolorido que te faz sentir vivo. Vivo para um dia poder sentir algo que lhe faça abrir um sorriso sem motivo. Vivo para poder viver o melhor dos sentimentos. Vivo para poder sentir e ser sentido, por alguém que mereça você, da mesma forma como você fez por merecer o sentimento.

“Enquanto o mundo se anestesia com o excesso de informação, eu tento manter meus sentimentos à flor da pele para não ser confundido com um robô.”

Luan Emilio Faustino 05/03/2011  -  15:43h

sexta-feira, 4 de março de 2011

O dia que o cupido se apaixonou - Vídeo

video

Agradecimento especial a Milena Fernandes e Nilton Jr. que tornaram o vídeo possível!

 Aquela era pra ser mais uma tarde apaixonante de trabalho, distribuindo flechadas e promovendo encontros que as pessoas preferem atribuir ao acaso se esquecendo assim de minha insignificante existência.
  Eu não sei exatamente como tudo isso começou, certo dia descobri assim meio sem querer que as minhas flechadas não machucavam, pelo contrário elas provocavam uma espécie de sentimento bom, um sentimento que as pessoas vivem a procurar e morrem para não perde-lo. Até hoje não sei ao certo se o efeito desta minha flechada é libertador ou se ele aprisiona minhas vitimas, apenas sei que a ele deram o nome de: AMOR.
 Eu queria poder entender tal sentimento que a mim fora confiado, poder senti-lo apenas uma vez, mas creio que eu seja o ultimo da minha espécie, isso explica porque hoje em dia esta tão difícil encontrar o verdadeiro AMOR, oras eu ainda sou um só, e não é nada fácil ser cupido nos dias de hoje.
 As pessoas andam com tanta pressa, em passos largos e olhares fixos para frente, que fica difícil poder acertá-las com êxito; vez ou outra eu erro a pontaria e reúno casais improváveis, destes que as pessoas olham e apontam na rua quando passeiam de mãos dadas.
 No começo eu me culpava pelo erro, me martirizava, porque o AMOR uma vez instaurado dificilmente se desfaz, mas hoje, olhando esses casais improváveis eu noto o quão belo é o AMOR, que faz com que as pessoas superem as diferenças tendo como base de suas atitudes o coração e não mais as convenções.
 Assim como a maioria das entidades da fantasia eu também não envelheço, presencio o começo, meio e fim de cada flechada dada, às vezes o fim chega mais cedo do que o imaginado e as pessoas temem não mais sentirem o que um dia eu as proporcionei. Mas existem casos e casos, carrego comigo um arsenal de flechas infinitas que podem muito bem acertar uma mesma pessoa mais de uma vez. Porém retirar uma de minhas flechas não é tarefa fácil, as pessoas dizem que não sentem mais nada, que superaram, mas eu sei quando a flecha ainda esta lá.
 E é tão triste ver as pessoas mentindo pra si mesmas e querendo acreditar em suas mentiras... Depois de muito observar, cheguei à conclusão de que as minhas flechas podem não doer quando entram, mas doem inevitavelmente quando saem...
E foi naquela tarde apaixonante de trabalho que tudo mudou, como de costume procurei cautelosamente meu alvo, observei por um tempo, encontrei a vitima ideal: solitária, carente e com muito amor pra dar. Eu podia ler tudo isso em sua áurea (sim eu tenho essa estranha habilidade), mas havia algo de diferente dessa vez, algo que eu não conseguia ler, o que de certa forma tornou aquele alvo mais interessante que todos os outros.
 Eu mirei e mantive com firmeza a flecha esticada em minhas mãos para diminuir as chances de erro; com a flecha lançada eu vivi aquele momento de expectativa que aos olhos dos outros poderia passar em segundos, mas para mim foi uma pequena eternidade onde vários pensamentos tomaram conta de minha mente.
 Fiquei SURPRESO! Na verdade achei que os meus olhos estavam me enganando, não havia apenas uma flecha cravada na pobre alma, agora haviam duas, mas uma já estava lá! COMO NÃO NOTEI ISSO ANTES?!
 Desesperado, me aproximei e tentei retirar a flecha que levianamente eu atirei, eu tremia de aflição e culpa; e foi em um descuido ainda maior que o meu dedo se cortou na tentativa frustrada de retirar a mesma flecha que eu havia lançado. Naquele exato momento, eu que sempre fui invisível aos olhos de todos passei a ser visto por uma única pessoa.
 Eu tive que aceitar a perda do controle momentâneo, eu tive que aceitar os sentimentos que estavam em mim o tempo todo adormecidos. Na verdade eu não tive escolhas, quando me dei conta eu havia deixado de ver os sentimentos em terceira pessoa e passei a vivenciá-los.
 Era tudo novo e cabia tudo em um único olhar, porque da mesma forma que somente ela me via eu soube naquele momento que somente eu a veria tal como ela realmente era.
 Foi nesse dia que me apaixonei, foi nesse dia que encontrei minha cúmplice, minha aliada. E se hoje o mundo tem um pouco mais de AMOR é porque ela esta ao meu lado, me ajudando nessa tarefa apaixonante de se apaixonar todo dia pela mesma pessoa.

Luan Emilio Faustino 25/11/2010 – 2:52h



terça-feira, 1 de março de 2011

Romântico sem causa



Ser romântico nunca me foi uma escolha, é algo que veio na essência, uma espécie de DNA, gene recessivo ou qualquer outra coisa que o meu eu consciente nunca teve muito controle.
 Eu pensei que com o tempo perderia este olhar romântico, lúdico, este olhar parecido com o das crianças, que beira a ingenuidade e que tudo quer e tudo pode.
 Eu pensei que chegaria um momento onde as frustrações acumuladas funcionariam como uma espécie de colírio da lucidez e que em determinado momento eu passaria a ver o mundo com olhos distraídos, desinteressados ou mesmo com olhos conformados. Mas eu descobri que meus olhos são imunes a frustrações e conseguem enxergar esperança mesmo nas adversidades.
  Vago por dias e noites como um verdadeiro romântico sem causa, existem muitos sentimentos e nenhum destinatário definido. Há tanta coisa a ser compartilhada que chega a ser pesado o fardo de carregar tudo isso sozinho. Ainda sim, continuo a sonhar e carrego comigo os meus sonhos e estes por sua vez me carregam aliviando um pouco o peso dessa tal realidade.  
  Eu não preciso de uma causa para ser romântico, eu preciso ser romântico para poder ser eu mesmo. Porque se não for para ser romântico, se não for para sonhar e dar carinho, se eu não tiver abertura pra expressar meus sentimentos, então já não valerá tanto a pena sentir.
  Podem me chamar de careta, de antiquado, pode o mundo se corromper em meio à superficialidade dos corpos, que eu continuarei aqui, profundo e disposto a ir um pouco mais além dos que se afogam no raso dos sentimentos. O que me toca vai além da pele e do contato físico, vai além das palavras que não são seguidas de atitudes.
  O que me toca de verdade é aquilo que consegue transpassar a barreira dos olhos e atingir a alma.  E eu sigo assim, procurando evitar que os meus olhos se distraiam e tentando ouvir mais atentamente o meu coração. Não existe uma causa, não existe um porquê, o que existe é uma condição, e a ela eu serei fiel até os últimos dias de minha vida. 


Luan Emilio Faustino  01/03/2011