sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Frases Soltas

"Ai me perguntaram: - E o coração como está? No que eu respondi: - Aposentei por invalidez"

Bipolar

Eu nunca quis dominar o mundo,
Exceto quando o meu mundo era você
E ainda que nada mais seja como antes
Aqui em mim, continua tudo igual.
Como se o meu tolo coração
Nunca tivesse recebido o aviso prévio de despejo.
Exilado de um sentimento,
Assim eu sigo nessa falta de controle
Que oscila entre o amor e a indiferença,
Entre o ódio e a evidência.
Pois quando o meu sorriso não encontra o teu,
Ele não é feliz da forma que eu sei que pode ser.
E é doloroso quando o nunca se torna sempre,
Quando a ausência é permanente.
Mas ainda sim, encontro alegria em meus dias
E me apoio na lembrança do que fomos.
Sou uma foto congelada no tempo,
Onde cada dia fica mais difícil
Enxergar alguém além de mim na foto.
E se me vejo sozinho, me desespero.
E se me olho nos olhos não vejo nada.
É quando fecho os olhos que me encontro,
Pois dessa forma, somente assim.
Eu posso enxergar você nitidamente
E eu gosto de te ver sorrindo,
Meu ponto de equilíbrio,
Meu sonho interrompido,
Meus pólos definidos.
Eu nunca quis dominar o mundo,
Exceto quando o meu mundo era você.

Luan Emilio Faustino 28/10/2010 – 23:17h

Resultado da Enquete


Obrigado a todos que participaram, foram mais de 110 votos! Em breve o texto mais votado "Amores Liquidos" estará postado aqui no blog em forma de vídeo! ^^

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Contemporâneo


Das imagens altamente definidas,
Dos Ipodes que hoje guardam sua vida,
Segue o mundo se perdendo nas esquinas,
Do progresso e da tecnologia.
As pessoas já não param pra escutar,
Não há tempo e o ouvido hoje é lugar
Desses fones que ocupam nossa mente,
Distraindo sem nunca acrescentar.
Nesses tempos onde tudo é indefinido,
Onde a arte pode ser um borrão lindo,
Somos parte de um quadro em movimento,
Que ao vê-lo não nos reconheceríamos.
Dos Orkuts que se criam a toneladas,
Somos fotos meramente ilustradas,
Que retratam a verdade do que somos,
Quando somos a mentira encarnada.
Mas nem tudo nesse mundo é só lamento,
Restam ainda os pequenos fragmentos,
Que unidos nos revelam as verdades,
Que se encontram na beleza dos momentos.
Somos hoje um arquivo de palavras,
Das lembranças virtuais eternizadas,
Que uniram as pessoas de tal forma,
As fazendo se sentirem separadas.
Numa era onde a regra é não ter regra,
Numa terra onde o bem já não prospera,
Somos frutos de uma arvore que se seca,
A espera de uma eterna primavera.

Luan Emilio Faustino 07/02/09 - 16:52

domingo, 24 de outubro de 2010

Eu, tu e o nada


Eu ti olhei quando tu ja não se via
E te falei coisas que nunca ouvira
E te mostrei quão perfeita era esta vida
Para os que vivem o saber de cada dia
Eu procurei simplesmente não falar
E com o olhar conduzi-la a sonhar
E vi seus olhos se fecharem ao chorar
E vi meu sonho se perder em seu olhar
Eu quis fugir, mas ali então fiquei
Eu quis chorar, mas fui forte e me aguentei
Eu quis gritar, mas meu grito eu calei
Eu quis não ser tudo aquilo que eu sonhei
Me vi perdido quanto tu então me olhou
Me vi sorrir quando o teu choro cessou
E quis falar quando tu não me deixou
E nada quis quando então tu me beijou.

Luan Emilio Faustino 6 de janeiro de 2007 (14:39hs)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Das cartas que nunca mandei - Parte IV

video


Destinatário: Sra. Morte

Talvez você não entenda o real motivo pelo qual lhe escrevo hoje. Não, este não é um pedido de adiantamento para a execução de seus trabalhos em minha vida. Faço questão de iniciar a carta desta forma para evitar possíveis mal entendidos...
 Às vezes quando reclamo da vida e me penitencio de forma dura pelos meus erros o que me consola é você, sim, você! Afinal, deve ser muito mais doloroso   cometer um erro, quando envolve tantas outras dores.
 A maioria das pessoas prefere evitar o inevitável e trata-la com descaso, ignorando-a quase que completamente, como se assim, evitando falar seu nome ou lembrar da sua existência, você por algum descuido ou acesso de bondade esquecesse delas. Mas a gente sabe que não é assim, não é mesmo?
 Eu tenho pensado na morte, digo, em você com uma freqüência quase tão intensa como as pessoas pensam na vida, não que eu não pense na vida, mas pensar sobre você me ajuda viver a vida de uma forma mais intensa.
Porque se a gente não pensa no fim das coisas, acabamos não dando o devido valor aos inícios e meios nos quais nos encontramos.
 Algumas pessoas dizem que o seu papel na Terra é meramente figurativo, calma eu explico... Dizem que você não existe, ou no máximo existe parcialmente, tirando apenas a vida do corpo e libertando a alma desse plano material. Confesso que lendo assim me pareceu um tanto quanto poética a sua função, pena que nem todos enxerguem a poesia que há em você...
 O que ainda não foi dito nesta carta, é o porquê lhe escrevo, o porquê lhe procuro assim tão desesperadamente, mas eu não posso simplesmente escrever o que eu quero, preciso pensar duas vezes antes de escrever cada palavra, pois somente os loucos e os apaixonados seriam capaz de despertar a irá da morte.
 Sim... Foi exatamente o que eu disse: a-p-a-i-x-o-n-a-d-o-s, ou você acha que eu não reparei na forma sádica como você os separa? O pior não é a morte física propriamente dita, mas a morte dos sentimentos, você atua nesse seguimento também? Enfim...
 Desculpe, perdi o foco, eu ainda preciso lhe dizer, preciso lhe falar abertamente sobre essas coisas que eu não sei dizer, essas coisas que nos tiram o sono e nem ao menos sabemos explicar, preciso que me ajude a entender o que nem mesmo eu entendo.
 Mas e se você simplesmente me ignorar? Se resolver se vingar dos milhares de anos de descaso da humanidade em cima de uma única pessoa, se minhas perguntas não tiverem a menor perspectiva de resposta eu haveria de deixar de formulá-las?
 Eu sempre tive a curiosidade de saber qual seria o seu real humor, se você encara o seu trabalho como um tédio, ou o vê como um mal necessário. Talvez se divirta, não sei...  Existem tantas formas doentias de diversão mundo a fora...
 Devo estar te importunando e ainda nem disse o que preciso te dizer. E eu me pergunto quantas pessoas deixaram de morrer enquanto te prendo a minha carta, algumas centenas de milhares, milhões talvez? Não... Eu não estou querendo te distrair, ao menos não era essa a minha intenção. Por favor, não se irrite ou perca a calma justo agora, eu ainda preciso que você saiba o que não dá mais para adiar, o que eu preciso mesmo lhe dizer é quê.

Luan Emilio Faustino 07/10/2010 – 08:30h

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Mixagem de Som: WA produções
Produção e Edição:  @_junnyor

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Depois


Quando não existem mais lágrimas para serem enxugadas
Quando a dor é uma lembrança superada
A felicidade pode parecer uma estranha que te convida
Para uma festa da qual você nunca quis ter saído.
A duvida cruel que dilacera momentos
Faz com que se acredite apenas na dor
Ao passo em que nos furtamos da alegria,
Amiga distante que perdemos contato.
Se ainda houvessem lágrimas a serem expulsas
E sentimentos a serem superados,
Talvez esse vazio que se engrandece não fosse notado.
Quando rir de tudo não tem graça
Quando a sua conquista não é devidamente compartilhada
Algo parece não fazer sentido, mesmo quando tudo da certo.
E você quer sorrir como se fosse verdade
Mas percebe que sua mentira não convence nem a si mesmo.
Quando tudo passa a ter um novo significado
Quando os conceitos são refeitos em noites de insônia
Os espaços existentes tomam formas de labirintos
A vida insiste em seguir, ainda que não saibamos pra onde.
Procuramos saídas, um ponto de origem, sinais.
E depois quando o corpo se farta dessa falta do que sentir
As paredes construídas pelo medo caem formando pontes
De volta ao mundo dos que sentem, existe o risco.
Mas nada mais te amedronta, o medo maior já passou...
Existe em ti um coração humano que nunca deixou de pulsar.

Luan Emilio Faustino 06/02/10 – 23:13hs

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dia 20 de Outubro - Dia do Poeta


Mas final o que é ser poeta? Entre as inúmeras de definições, uma das que eu mais gosto é dessa poetiza que eu adoro:

Ser Poeta

[...] É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito”  [...]


Florbela Espanca


Gostaria de aproveitar a ocasião para agradecer todos os poetas que escreveram o que precisava ser lido, que eternizaram momentos realmente significativos, que de alguma forma me consolaram com suas palavras. Para quem quiser dicas de leitura, segue uma pequena listinha de poetas dos quais eu sou um profundo admirador: Fernando Pessoa *___________*, Celicia Meireles, Carlos Drummond de Andrade (foto do post), Vinicius de Morais, Mario Quintana, Manoel de Barros, Casimiro de Abreu, William Shakespeare, Caio Fernando Abreu, Walter Whitman e Oscar Wilde. Se dê a oportunidade de vivenciar uma boa leitura, todos que estão citados a cima irão lhe proporcionar momentos incriveis!

Encontro Poético

Os poetas se encontraram
E se olharam excitantes
Conversaram sobre tudo
Todos juntos num montante.

Encontraram uns aos outros
Encontraram a si mesmos
Semearam esperança
Confessaram seus desejos

Inspirados se encontraram
E perderam a censura
Só se via versos livres
E um ar de aventura.

Os poetas reunidos
Desvendaram o mistério
De brincar com as palavras
Sem deixar de falar sério

Refletiram sobre o mundo
Sobre suas diferenças
Sobre seus sonhos comuns
Sobre a nossa existência.

E aos poucos dispersaram
Sem maiores despedidas
Só poemas registraram
O  encontro de uma vida

Luan Emilio Faustino  

*Poema que abre o livro “Poesia, contos e Crônicas” da Associação dos Escritores de Araraquara, lançado em 2007

terça-feira, 19 de outubro de 2010

1 Mês de Blog!!!!

video


Em comemoração ao 1º mês de existência do blog, fiz esse vídeo bemm AMADOR pra vocês! Espero que gostem <3

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O que te coube nos teus sonhos



São dois momentos distintos
Unidos por um único gesto
De repercussão ambivalente.
De um lado a casualidade,
Do outro a mais tenra vontade.
E tudo pode dar certo como errado,
Porque enquanto o fim não chega
Os sonhos e os medos lutam
Dentro de ti,
Aonde só você sabe,
Da forma que só você sente.
Pois não existem testemunhas
Para o crime dos que guardam.

Palavras se perdem frente aos atos,
Promessas se quebram, viram cacos.
E você esta a um passo do acaso desejado
A um passo de o sonho ser despertado.

É tudo tão incerto nessa terra dos que sentem...

O novo, o medo e o amanhã.
Hoje cabem todos em um só sonho.
Pra onde os sonhos nos levam?
Do que são feitos os sonhos?
Não importa...
Nos dias de hoje é tão raro sonhar.
Que pensar o sonho chega a ser um desperdício.

Luan Emilio Faustino 20/04/2009 – 10:01h

sábado, 16 de outubro de 2010

Follow Me



Este não é um texto feito para entender o twitter, é um texto criado para pessoas que usam o twitter se entenderem.

Você já parou pra pensar como a sua geração será lembrada? Quais serão as suas referencias? Na velhice, quando você olhar pra trás e resolver resgatar em sua memória debilitada, o que você vai lembrar de ter feito na sua juventude?
 Tenho certa aversão por textos que começam com vários pontos de interrogação, sobre tudo quando eu estou escrevendo, até porque caberá a mim, autor das perguntas responder aquilo que ingenuamente fora levantado de forma aleatória.
   A maioria de nós passa mais tempo na frente do computador do que na presença dos familiares, mas tudo bem, não vamos vilanizar os computadores, afinal se não fossem eles certamente os jovens achariam uma forma alternativa de se distraírem de tudo aquilo que eles julgam monótono e/ou ultrapassado.
  Então se cria uma barreira imaginária, um universo paralelo de possibilidades infinitas, resumindo: se cria uma conta no Twitter. É um momento realmente significativo na vida de qualquer internauta, onde ele passará a condicionar as suas idéias em um espaço delimitado em 140 caracteres.
É de uma democracia incrível, esse lance de espaço igualitário, porém nós sabemos que a inteligência para preencher tal espaço não é distribuída da mesma forma. (1 minuto de silêncio pelos tweets descabidos que já li).
Mas nada, NADA chama mais atenção nessa rede social do que a carência generalizada das pessoas; é de uma falta de orgulho próprio declarada  que chega a ser preocupante, de tal forma que eu me questiono: mas porque raios motivos elas querem tanto que eu as siga e saiba sobre a suas vidinhas desimportantes?!
Sei lá... Pedir Follower é igual pedir que digam que te amem, você sabe que mesmo que a pessoa o faça não será orgânico, então porque você faz?! POR QUÊ?!
Qual a vantagem de ser seguido e de seguir alguém que você não tem o menor interesse? Status? Platéia? Ou será que no fundo a quantidade de followers é proporcional ao vazio que transcende o mundo virtual?
 Então elas se sujeitam a seguir pessoas desconhecidas na esperança que uma ou outra se compadeça e retribua a gentileza, mas o mais incrível é constatar que o único diálogo que essas duas pessoas travaram na sua vida virtual inteira se resume em: “estou seguindo @fulano " que é respondido com um “ @fulano estou seguindo você também”. Pra que isso meus Deus?!?
 Estamos deixando de viver em plenitude para relatar o marasmo, o #tédio, descrevendo nossas dores, duvidas e angustias à espera de um Retweet que nos faça sentir menos sós, que nos mostre que não somos os únicos a sentir, achar e viver determinados sentimentos, opiniões e situações.
 Não quero parecer hipócrita, sou twitteiro, mas existe uma grande diferença entre usar uma ferramenta e se tornar escravo dela. Li em algum lugar a frase: “você é aquilo que você segue”. Acho que você mesmo pode responder essa: se você segue pessoas estranhas, o que você será para você mesmo?


Luan Emilio Faustino 16/10/2010 – 21:17h

Frases Soltas

"Sinto-me culpado por não sentir, é como se houvesse um parentesco perdido entre uma rocha e eu. Onde certamente eu, seria a ovelha negra..." Luan Emilio Faustino

Utópico


No fim de tudo haverá um sorriso sincero
Um momento mais terno onde eu possa me achar
Sombras de um sonho imaculado
Fazem com que o meu passado
Se desfaça em um piscar
Na consciência do tempo que se perde
Na manutenção da vida que aguarda
Sou hoje o guardião dos sonhos
O portador da luz que teima em ofuscar-me
Sinto o ar que me renova
Encho o peito de falsas esperanças
Que se desfazem
Deixando-me tão vazio quanto antes
Quero um sonho compartilhado
Um amanhã eternizado
No que sobrar do meu legado.
E se nada der certo nessa tentativa de fuga
Sobram-me sonhos petrificados
Que nem a mais triste desilusão pode destruir.
Defino-me assim o mesmo sonhador de outrora
O passatempo dos fracos é o efêmero
Não existe eternidade para os que ignoram o hoje
Porém aos sonhadores cabe o amanhã
Somos feitos reféns daquilo que nos liberta
E hoje reconheço estar sozinho nesta cela
Depois de tantas conquistas compartilhadas
Reconheço a derrota, o fim eminente.
E uma pergunta ecoa em minha mente:
O que sou eu agora além de um sonho?

Luan Emilio Faustino 19/01/09

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Pseudo Liberdade



Já não posso não querer, impuseram-me escolhas, me fizeram querer quando tudo o que eu queria era não querer.
Disseram-me: quem não sabe o que procura não vê o que encontra e fizeram-me acreditar que era preciso foco para se conseguir algo.
Mas nunca me deram o tempo para pensar no que quero, e já não sei se minhas escolhas são motivadas pelo o que outros querem que eu queira, ou se são tomadas justamente para ir contra essa alienação. Seja como for, não são minhas escolhas, nunca fui livre para querer.
O que houve entre as escolhas e eu foi uma doutrina que nunca percorreu os caminhos do questionamento existencial. Sinto-me fútil, vazio e me cerco das coisas frívolas que me fizeram crer serem indispensáveis.
Estariam todos mentindo, ou acreditam piamente em suas verdades questionáveis?! É tanto querer, são tantos desejos internos que me pergunto como algumas pessoas encontram tempo para questionar o querer alheio?
Exaltam a liberdade, morrem por ela, mas afinal: quem é livre? Se não existe consciência para se prender, existiria consciência para assimilar a liberdade? Vivemos em uma época onde querem mais ter do que ser, pois já não vivemos só para nós, é preciso “ter” para mostrar e não “ser” para bastar.
E como se não bastasse ver o mundo assim, você percebe que ele também te vê, e mais que isso, ele quer mudar você! Então se da inicio a batalha mais desproporcional de todos os tempos: você versus o mundo.
E você luta, morre e renasce. Quando se da conta que não se trata de uma guerra simples, dessas que se resolvem com bombas ou tratados de paz. No final, é você contra você mesmo, porque dentro nosso egoísmo inconfessável, acreditamos que tudo aquilo que julgamos ser o melhor para nós, é também o melhor para o mundo.
Nesse momento da percepção maior, quando notamos que o mundo não é exatamente nosso rival, que as semelhanças passam a ser notadas, o discurso passa a perder força e finalmente você passa a querer. Sim, você quer! Você sabe o que quer! E quando se da conta, esta em meio ao senso comum querendo o mesmo que todos. Você olha em volta, você encara o espelho e tudo o que você mais quer é simplesmente ser: diferente!

Luan Emilio Faustino 06/04/10 - 16:22h

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Iridescente


É mais difícil assimilar a felicidade,
Quando tudo o que se sabe é o resultado da soma das desilusões
Talvez acreditar no que me faz sorrir seja o mais sensato
Talvez descrer do amor seja um crime mortal para um poeta,
Mas o que é certo quando se trata de sentimentos?
Não importa o quão maduro alguém se julga em relacionamentos,
Sempre haverá algo novo para aprender, temer e acreditar.
Porque o amor não existe apenas para nos fazer felizes,
Ele existe, sobretudo para nos fazer sentir vivos.
Foi em seus olhos que um arco-íris se formou timidamente,
Desses que a gente vê depois de uma longa tempestade.
E as cores que um dia se apagaram de minha vida,
Estavam todas ali, reunidas em um único olhar.
E eu sei que por mais belo que um arco-íris possa ser,
Cedo ou tarde ele se desfaz sem aviso prévio,
Mas até lá eu já terei decorado as suas cores
Para poder pintar junto a você,
Os sonhos que hoje eu posso compartilhar.

Luan Emilio Faustino 13/10/2010 – 07:12h

domingo, 10 de outubro de 2010

Leia-me


Já não me cabe julgar
Por onde seus olhos andaram
Agora que eles me pertencem
Farei de estas linhas o meu clamor
Deste poema a nossa história
Farei uso de tudo àquilo
Que em breve será só teu
De tudo que fora ignorado
E de tudo que precisa ser dito

Leia-me não porque vos peço,
Não porque o ato és belo.
Leia-me por ti,
Pelo poder interagir,
Leia-me da forma que te agrada,
No tempo que lhe sobra,
Sozinho, acompanhado, não importa.
Apenas: Leia-me

Poemas, revistas
Jornais com noticias
Palavras te cercam nas linhas da vida
Na bula um aviso
Na carta um alento
No verso um suspiro
Que marca o momento

Parábolas, contos, fábulas,
Hinos que já não dizem nada
Livros que ainda serão escritos
Palavras que não serão usadas.
O fim é um mistério a ser lançado,
Uma história inacabada.
Somos todos personagens
De enredos que se cruzam,
Do qual o ponto final hoje pode esperar

Luan Emilio Faustino – 16/11/08


sábado, 9 de outubro de 2010

O meu inteiro ambiente



Assim como as árvores, sinto-me preso,
Nesse mar de mudanças
Tudo parece ter mudado menos eu
Existe algo de novo?
Existe vida lá fora?
Eu quero poder acreditar no amanhã
Mas será que ele ainda acreditará em mim?
Não mais julgo o certo e o errado
Sou parte do erro, sou meio ambiente
Sou culpa, sou a solução,
Mas meu maior erro foi ser humano.
Por que não fui simples como a natureza?
Será que ela me dará uma segunda chance?
Porque mesmo que agora eu gritasse
O meu arrependimento, quem iria me ouvir?
Há tanto barulho lá fora,
Que às vezes quando faz silêncio
Não tenho a coragem para interrompê-lo.
Sou assim... Covarde por essência
A atual consciência de que é preciso mudar
Desculpas não despoluem o ar,
Lembranças não fazem o tempo voltar
Por pior que seja a visão é preciso enxergar
Ou será que sonhar ainda vale à pena?
E o que será de nós quando acordarmos?
A sombra de um pesadelo?
Não, hoje eu quero sonhar na prática
Quero o verde, quero as matas
Devo muito a este planeta
Para perdê-lo assim para mim mesmo
Tenho uma missão maior que eu
Porém menor que o mundo
Mas agradeço por ainda ter a clareza
E a infinita certeza, de que luta continua
Mesmo que eu não tenha começado
Mesmo que eu não possa terminar
Farei ainda assim a minha parte
Pois sou parte deste mundo
Sou um mundo meio a parte
Mas acima de tudo:
Sou e sempre serei a parte que me cabe.

Luan Emilio Faustino 02/08/08 23:06hs.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Em breve...

video

Inocência

A procura das ruas escuras, de olhares perdidos.
Encontrei em sua boca o mais doce refugio
Puro, verdadeiro e intenso.
Corrompeu meus pensamentos
Sou refém dos sentimentos
Que você acobertou

Quando olho para frente
O que vejo é só o presente
Os meus sonhos estão presos
Em seus medos sem correntes.

A procura de respostas, de placas e mapas.
Na direção do incerto, na esquina da duvida.
Entre a razão e a emoção
Enfrente a dor, ali de costas para a solidão.
Arrisquei seguir em sua direção
E por sorte você me achou.

Unidos pelo acaso dos que fazem à diferença
Amando de verdade sem medir as conseqüências
Você me encontrou e hoje noto sua presença
Amor hoje eu sou teu, de corpo, alma e inocência.

Luan Emilio Faustino 1 de Junho 0:09hs

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Das cartas que nunca mandei III - Video

video

Vocês votaram e como prometido o texto esta aqui agora em forma de vídeo, antes de qualquer coisa gostaria de agradecer a @jessynanda que me ajudou gravando e editando o vídeo, ficou meio escuro mas nada que uma luminária não resolva para um próximo video hehehe. Do mais espero que gostem e comentem suas impressões e sugetões para os próximos videos, ok? Sugiram temas, assuntos e formas de como fazer o video da próxima vez, eu ainda sou muito leigo no assunto. Mas ta ai! xD

Vc tbm encontra o video no YouTube http://www.youtube.com/watch?v=Rl2Syxx3xSE

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Risco



Eu corro o risco de me perder nas palavras que ainda hei de escrever, ser o portador das palavras que consola tantos é uma forma diferente de concluir que ja sofrera muitas dores. Eu sou marcado... E as minhas palavras nunca serviram para consolar a minha dor, pois quando elas são finalmente proferidas o mal ja esta feito.
Posso evitar que os mesmos erros ocorram, mas descubro a cada dia uma nova forma de errar, não é intencional, a maioria das vezes que errei foi tentando acertar, as demais errei consciente.
Eu corro o risco de acertar na minha próxima tentativa, ainda que a todas as anteriores me façam crer no oposto... Mas não posso simplesmente deixar de acreditar e assistir o meu passado sentenciando o meu futuro... Não quando sou juiz dos meus atos, réu de minha culpa e vitima de tudo aquilo que não merece perdão.
É preciso arriscar, se permitir e ver que se pode regar o jardim que trará as novas borboletas até mesmo com as lágrimas que foram produzidas quando as ultimas bateram asas.
Eu corro o risco de me perder nesse jardim, de me perder nas tentativas, nas palavras... E o risco eminente de me encontrar e não me reconhecer, ser um estranho para mim mesmo, não entender meus próprios atos.
Eu poderia viver para entender a vida, para entender os outros, ou mesmo para tentar me entender, mesmo sabendo que no momento em que as próximas palavras forem escritas, eu já terei vivido novos erros.
Mas tudo bem, pois se a vida me oferece riscos é porque tenho vida para oferecer.

Luan Emilio Faustino 15/12/09 - 16:35hs

domingo, 3 de outubro de 2010

Resultado da Enquete

Obrigado a todos que participaram da votação!!!  Dentro de uma semana estarei postando o primeiro video aqui com o texto mais votado "Das cartas que nunca mandei -III", devido a votação expressiva dos poemas "Tarde Amarelada" e "Luto Solitário" aviso que eles também serão gravados em um segundo momento e postados aqui no blog. Quero aproveitar para agradecer a todos que seguem o blog com seu Twitter ou outro blog. Em menos de uma semana de blog tivemos cerca de 2000 visitas! Vlw mesmo por cada comentário gentil, por cada divulgação expontânea que vocês fizeram para os seus amigos, isso me estimula muito a continuar escrevendo e postando aqui pra vocês!

sábado, 2 de outubro de 2010

Sobre o que eu sinto…



Não se trata do que eu acho
Do passado ou dos retratos
Não me cabe o julgamento
Nem querer negar os fatos
Não se trata do que acham
Se agrada ou não agrada
Sou imune a pensamentos
E tão frágil as suas palavras
Não se trata de carência
De pensar na existência
Não se trata de verdades
Que escondem evidências
Se sorrir hoje é pecado
Sou meu próprio santuário
Não sou anjo ou ser alado
Mas voava ao seu lado
Não se trata de querer
De insistir ou de ceder
Trata-se de encarar
O que todos negam ver
Não se trata de sonhar
Pois sonhar me faz sofrer
Quando neles não mais vejo
Os resquícios de você
Não se trata de pensar
Nem tão pouco duvidar
Não trata de esquecer
Pois negar é se perder
Não se trata mais de tempo
Nem do tolo sentimento
Não se trata de você
Trata-se do meu momento.

Luan Emilio Faustino 25 de janeiro de 2009


foto tirada por: @_junnyor

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Espero



Quando a busca chega ao fim...
A corrida dos solteiros perde um dos seus competidores,
Alguém que quer viver seus sonhos sem pressa,
Que entende que sentimentos e tempo serão eternos rivais.
Espero o momento certo de viver o incerto que o amor me trás.
A capacidade de sentir que me fora conferida
Enfim será devidamente valorizada.
Não busco alguém, busco um sentimento.
Se não o sinto, não o vivo.
E tudo que se cria nessa ausência
Torna-se vazio à medida que preenchemos com ilusões.
Aqui dentro de mim, você existe:
Sem face, sem nome,
És tão vivo quanto às pessoas erradas que meus lábios tocaram,
Vivo o suficiente para se fazer presente em meus pensamentos.
Você existe, eu sei que existe,
Posso sentir...
E talvez esteja a me procurar,
Mas se por ventura seus olhos cruzarem estes versos,
Se você me encontrar antes mesmo que eu a ti
Não digas nada,
Apenas olhe-me nos olhos para que eu possa ler em ti
O mais belo poema que ainda hei de viver.

Luan Emilio Faustino 27/03/2010 - 01:38h