domingo, 10 de outubro de 2010

Leia-me


Já não me cabe julgar
Por onde seus olhos andaram
Agora que eles me pertencem
Farei de estas linhas o meu clamor
Deste poema a nossa história
Farei uso de tudo àquilo
Que em breve será só teu
De tudo que fora ignorado
E de tudo que precisa ser dito

Leia-me não porque vos peço,
Não porque o ato és belo.
Leia-me por ti,
Pelo poder interagir,
Leia-me da forma que te agrada,
No tempo que lhe sobra,
Sozinho, acompanhado, não importa.
Apenas: Leia-me

Poemas, revistas
Jornais com noticias
Palavras te cercam nas linhas da vida
Na bula um aviso
Na carta um alento
No verso um suspiro
Que marca o momento

Parábolas, contos, fábulas,
Hinos que já não dizem nada
Livros que ainda serão escritos
Palavras que não serão usadas.
O fim é um mistério a ser lançado,
Uma história inacabada.
Somos todos personagens
De enredos que se cruzam,
Do qual o ponto final hoje pode esperar

Luan Emilio Faustino – 16/11/08


6 comentários:

  1. Um poema que faz a gente refletir,,combina no espirito pensamentos e ideiás,ameii >< a foto também está perfeita para a ocasião

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  2. Nossa adorei o modo como você construiu esse poema para o seu leitor, a gente se sente parte de todo o processo e peça essencial . Muito bom! Parabens

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  3. nhay..q perfeito,serve para refletir tudo o q ja lemos ou ainda um dia vamos ler,e tbm serve para mostrar o quanto voce esta se importando que outras pessoas leiam o que voce esta escrevendo,parabens Lu,continue assim...

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  4. É muito interessante o jeito que vc compõe os seus textos, faz com que nós, leitores, sintamos a fusão entre palavras e sentimentos. Este poema é mais um exemplo disso.
    E como a imagem remete: "Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas". Parabéns!

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  5. Admirável. A poesia não é um hobby, um divertimento, não é uma fuga de sentimentos. Não. A poesia, na realidade, é um dom, é um amor. É algo que só poetas entendem. Poetas, nós, escrevemos tudo aquilo que aos demais é possível somente sentir... Porém, se me permite aconselhar, leia Quintana. Mais precisamente um ensinamento deste mestre poético, que nos diz: Datar uma poesia é falhar. Escreva cada poesia como se fosse a primeira, não as catalogue com dias e horários. Assim, caro irmão de palavras, poetas sempre adormecerão em eternidade.

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